sábado, maio 25, 2013

Running Daventura: eu em um dos 21km mais perfeitos que já corri!!! Huuuuu!!!!!!!!!!...

Equipe BALEIAS

Jurava que  não pretendia começar esta postagem dizendo que corrida PERFEITA, mas não tem como. É perfeita mesmo!!!

Simplesmente cada vez mais estou em busca de corridas que consequentemente me tragam desafios. E esta além de ser linda tinha um desafio a mais... que me exigiria mais, principalmente com as aulas recomeçando duas semanas antes. 

Já corri a Running Daventura, em anos anteriores, nos percursos de 8k e 14k ou seja de desafio só me restava correr os 21k ou 5k. Nos 5k teria que voar e tentar ser uma das primeiras, já nos 21k seria de pura resistência. Como muitos sabem eu sou mais de resistência e prefiro passar horas correndo, a ter de sair em um só suspiro e voltar com o coração na mão. Era assim quando comecei a correr, hoje se tiver de escolher prefiro passar umas 3horas correndo, fora que em um evento destes como diria o próprio Ênio que veio participar "não vale a pena sair de São Paulo para correr menos que 21k". O mesmo pensei comigo, sair de Salvador para correr mesmo. Definitivamente não. E foi o que fiz, me joguei de cara nos 21km.

Sou muito determinada quando decido fazer algo e quando decidi fazer estes 21k de tanto falarem que era "pancadão", minha meta era só concluir. Já que daqui há 40 dias vou correr outra meia. De fato minha meta era concluir e a única pretensão era fazer em no máximo 2h30. Bem, meta decidida é meta concluída.

Para os que ainda não conhecem a Running Daventura  é uma corrida de natureza (trail running), que como alude o próprio nome, acontece em terrenos naturais e não pavimentados, como estradas de terra, trilhas, praias e areais.  Ela tem largada ao lado do Castelo Garcia D’Ávila na Praia do Forte - à aproximadamente 90km de Salvador. Acho melhor vocês conhecerem o percurso da prova através do vídeo, é mais emocionante!!!...



A altimetria da prova é bem legal para quem gosta de desafios e hoje com certeza além do nível de dificuldade que já existe na prova. Ela estava ainda pior...rss!! Devido as árvores e galhos que caíram com as chuvas. A organização já havia sinalizado para este detalhe.

Saímos de Salvador hoje mesmo, em direção a Praia do Forte. Este ano mais uma vez fomos com os amigos Edson e Nely  da loja Zogby

Para este evento eu havia convidado muitos amigos e para minha alegria alguns BALEIAS - Aparecida (de Aracaju) e Ênio (de São Paulo) deram o ar da graça. Cida ainda trouxe mais quatro amigos de Aracaju. Todos ficaram muito satisfeitos com o evento.


Ênio (SP), meu amor, eu, Cida, Andre e Meire (Aracaju)

A largada este ano, embora mais tarde - às 9h, não teve atrasos. De fato largamos as 9h. Achei tarde, mas por incrível que pareça não sofri com o calor como é de costume e como muitos relataram. Não sei se foi por que eu estava curtindo o evento e a beleza da paisagem, mas calor eu realmente não senti. Senti fome e ausência de água em alguns pontos - sugestão de um na parte da praia. Ali sim precisava de um posto de hidratação. Bem, mas isso não comprometeu a corrida. O Gatorade geladinho no meio do percurso ajudou demaisssss!!!

Como já havia afirmado acima não fui em busca de velocidade, fui com intuito de completar esta prova que para mim tem um nível muito difícil. Havia combinado com Ênio de corrermos juntos como na Farol a Farol, mas a largada dos homens aconteceu 10 minutos antes. Tentei puxar bastante para poder encontrá-lo, mas após a quebra de percurso dos 5k e 14k praticamente desisti de encontrá-lo quando subia aquela ladeira.

Eu estava literalmente sozinha. Ninguém!!! Não tinha um corredor. Por um momento pensei que estava perdida. Corria corria e nada de ver alguém. Pensava: será que sou a última?? Não quero ser. Então acelera. rsss!!! 



De repente apareciam moradores, e aí que eu entrava ainda em pânico. Ouvi até comentários deles que deveria ter ambulância atrás...  isso logo quando avistei uma moça passando mal. Conversei com a mesma, falei para levantar a cabeça (já que estava abaixada) e segui até encontrar uma ambulância e avisar que seguissem o percurso contrário. Mas não é que a mesma moça se levantou e continuou correndo, por sinal ainda nos alcançou, quando consegui encontrar a amiga dela (Yully) e ter companhia.

Com uma pessoa ao lado ficou mais fácil continuar, uma empolga a outra e eu já havia desistido de encontrar o meu amigo. Mas que nada, Ênio como sempre gentil demais ficou me esperando passar no percurso das pedras para tirar foto. Não bastasse ele esperar Cida, ainda me aguardou. Foi neste mesmo momento que vi outros amiguinhos namorando na cachoeira e vendo a paisagem. Mas e tem como não admirar a beleza desta corrida??

Daí em diante tive a companhia de Ênio e de Yully  por toda a corrida. Foi um desafio e tanto. Cada um dando apoio ao outro. Nos ajudamos para caramba. Se não fosse a companhia deles acho que nossa chegada teria sido ruim. Nossa Ênio sempre é um amigão, gente finíssima. Ele não só correu com a gente como fez questão de fotografar. As demais fotos deste lindo desafio vocês só vão ver quando ele retornar a SP (semana que vem) e eu postar , por que agora ele foi aproveitar outro local lindo.

Conclui o percurso pelo GARMIN com 2h43min (infelizmente não em 2h30), já conforme o resultado da arbitragem em 2h46min (ainda aquelas velhas senhas). Agora me diz, acreditar na GARMIN ou em um ser humano anotando de caneta bic e batendo papo??  Ahhhh claro que no "meu relógio". Aliás não só meu resultado, como de outros amigos saíram errado. Minha faixa etária só tinha duas corajosas.E sendo assim teve pódio para mim também.




Realmente todos que concluíram os 21km já são vitoriosos... aliás assim como qualquer outro percurso. É uma corrida e tanto. Eu amei fazer a meia da DAVENTURA e ano que vem volto para o mesmo percurso e para baixar o tempo. Vale a pena correr!!! O nível da prova é difícil, mas vale a pena. A organização da prova este ano foi muito boa - assim como em anos anteriores.

O reencontro com amigos neste evento também foi bom demais. Muita gente querida, sem falar nos amigos  de faculdade que vemos que estão começando a aderir o esporte. Conheci também alguns, como Cassia, Angela (esposa do João Paulo).



Bem no mais depois da corrida, descemos para a Praia do Forte para almoçar. Eu estava mortinha de fome. Por sorte uma  boa  alma chamada Andre Curvello nos deu carona de quadriciclo até  a vila. Ah se não aparece esta alma teríamos que ter andado 6km.

Por lá, encontramos muitos corredores e após o almoço quem ainda aguentou foi visitar o Projeto Baleia Jubarte. Claro que nós BALEIAS vitelinos estivemos por lá;


Lucas, eu, Ênio e Cida


O fim de semana foi maravilhoso!!! Valeu Running Daventura, até o ano que vem!!!....

Ênio e Cida obrigada pelo carinho de vocês. Meu amor também obrigada por participar e por pegar nossos kits

domingo, maio 05, 2013

Fim de semana pedalando

Depois da gripe que me afastou dos treinos - para a Daventura, por uma semana eis que este fim de semana consegui pelo menos retornar devagar. E por sinal dedicar-me todo ele ao pedal. Pois é, aproveitei que o amor estava ocupado e cai na gandaia com meus amigos de bike.

No sábado como já é de praxe, aquele velho pedal Roda Presa - saindo da Pituba em direção a Ipitanga.

Galera do Pedal Roda Presa

Trânsito tranquilo, com motoristas bem amigáveis por sinal. Como costumo dizer que compartilha educação recebe em troca educação. Gentileza gera gentileza e pelo menos sempre em nossos pedais, até então nunca tivemos problemas com isso. Principalmente naquela parte de Itapuã que o ciclo fecha e fica mais perigoso para subir para Ipitanga....bem como a parte após o Quatro Rodas, onde pegamos a estrada para  Ipitanga.

Em Ipitanga, aquela paradinha para hidratação no Carlotta e um bom bate papo. Desta vez, os batedores decidiram que a parada seria apenas de 30 minutos. Acredito que cumprimos, ops!! talvez com uns 40'. 



Retorno a Pituba também tranquilo. Pegamos um ventinho de frente próximo ao Aeroclube e uns leves chuviscos, mas nada que atrapalhasse. Chegando ao local de sempre.

Total rodado no sábado de 45.88km com velocidade média de 17.2 e máxima de 31.8. 

Já no domingo combinei com o Jaime de ir para o pedal ASBEB, evento que ocorre uma vez por mês em nossa cidade e assim foi. Combinamos às 8h no antigo clube Português e assim descemos eu, ele e Renato em direção ao Dique do Tororó que é de onde larga. No caminho, já na Vasco da Gama encontramos outros ciclistas que estavam indo em direção ao mesmo. Mas como havíamos combinado com Adelson e Walmir na Perini deste mesmo bairro, após encontrá-los fomos ao Dique.

Chegando no local pude perceber o quanto nossa Arena Fonte Nova esta bonita (me recuso a chamar Itaipava). Ainda não tinha visto pois não costumo passar no local. Realmente capricharam. Espero que do mesmo modo os baianos saibam cuidar dela.


O pedal ASBEB estava marcado de sair às 9h e de fato neste quesito eles cumpriram. É comum ser um pedal para iniciante - foi nele que comecei, e embora seja um pouco mais lento vale a pena participar. É comum ser a 10km/h, mas hoje não sei por qual razão conseguiram aumentar um pouco mais a velocidade.

O percurso agendado foi de 32km, como vinha da Pituba já havia pedalado com os meninos 10km e alguns não iriam voltar para o Dique ao fim, eu também não. 

O percurso foi da seguinte forma - Fonte Nova, Av. Bonocô, Vale do Ogunjá, Av. Vasco da Gama, retornando da Perini, Av. Vasco da Gama sentido Lucaia, rua Lucaia, Av. Juracy Magalhães Junior, Av. Acm sentido orla, rua Rio Grande do Sul, av. Otávio Mangabeira, entrando na av. Magalhães neto, av. Tancredo neves, Hospital Sarah, av. Paralela, imbuí, rua das Araras, rua das Gaivotas, rua Jayme Sapolnik, rua Prof. Pinto de Aguiar, final de linha da Boca do Rio, retornando para rua Simões Filho, saindo na rua Otávio Mangabeira sentido Jardim de Alá, posto Jardim de Alá ( parada ) -  deste posto após a parada de hidratação e lanche todos voltariam para o Dique do Tororó, no entanto eu e  alguns amigos de bike optamos em ficar pela Pituba mesmo. 



Não posso deixar de expressar aqui no blog, que o pedal foi bastante seguro. Com policiamento, nos acompanhando por todo percurso, bloqueando vias (coisas que não costumo observar nas corridas de rua tradicionais). Este pedal costuma reunir aproximadamente 300 ciclistas. São diversos grupos da cidade que participam.

No total percorri neste domingo  35.97 km com velocidade média de 15.3. Bem light mesmo, até mais alto que o de costume da ASBEB. Se bem que na cidade de Salvador pelo menos pela ciclovia é meio complicado você andar com uma faixa de velocidade média muito alta, por conta que nem sempre as pessoas respeitam a ciclovia e precisamos ficar desviando de pessoas ou parando. É preciso cuidado.

Enfim é isso galera, o fim de semana foi bem legal! Agora é retornar direitinho aos treinos de corrida rumo a Daventura e vamos (infelizmente) para última semana de férias.

Uma ótima semana a todos!!

sexta-feira, maio 03, 2013

Eventos $$$ ou treinos coletivos a custo zero?

 Corredores criam mecanismos de suprir o vazio no calendário de corridas, frente aos altos custos proporcionado pelos eventos  



Escrito há algum tempo, este texto era para ter saído em outro espaço. Mas já que não. Vale a pena compartilhá-lo em meu blog para meus amigos e queridos leitores. Um pouco longo, mas suponho que interessante. Trato de um tema um pouco delicado, mas que tento explanar sem muita polêmica.. Como alguns já conhecem,  minha opinião frente a correr de pipoca em uma prova é negativa. 

Sabem que não sou a favor!! Não do corredor que dá a desculpa de que esta usando a rua, mas que faz usufruto dos pertences da organizadora. 

Oras, usar a rua tudo bem e olhe lá - por que ainda assim aquele espaço naquele momento foi pago e esta a disposição da organizadora. E sim acho muito feio quem além de usar a rua, quer usufrui de tudo. Aí de fato não concordo. Quer usar a rua?? Tranquilo e tenho vários amigos que usam. Mas usufruir às custas de outros corredores ai já é demais... Eu sei que não é demais gente, tudo bem... Mas pense se todos começam a fazer isso? Sei que eles lucram e muito!! Mas vamos ao nosso texto?? Afinal não é minha opinião que quero deixar implícita aqui e sim dos que de fato participaram na criação deste texto.

          Como já comentado para quem corre há muito tempo, não tem sido fácil manter este vício delicioso, que é treinar e ao fim participar dos eventos no esperado domingão. O “boom” das corridas afetou diretamente o bolso dos atletas, que já não se permitem correr todo fim de semana. Tendo acompanhado muitos corredores o que se percebe é uma espécie de  afastamento, a princípio, por parte dos veteranos das provas, anteriormente tão rotineiras. Interrogados do por que não participar mais, a resposta é sempre a mesma: os valores das corridas ficaram insustentáveis aos nossos bolsos. Se para quem corre há três anos já é possível  perceber esta inflação abusiva, imagine para quem corre há décadas?

           Fábio Namiuti
Fábio Namiuti corre em eventos desde 2006 e indignado como os valores aplicados por organizadoras ressalta que sua primeira corrida chegou  a ser gratuita e o “kit do atleta não era desmerecido não. Vinha  até mesmo com brindes”. Entristecido o corredor nos conta que parece que brasileiro gosta de pagar mais caro em tudo (deve achar, sei lá, que dá status?). “E tem o péssimo costume de não colocar quase nada na ponta do lápis. Venho tentando alertar os companheiros de esporte quanto aos aumentos percentuais abusivos nos preços de 2013 em relação aos de 2012 (há corridas que subiram mais de 45%, de R$ 55 para R$ 80; ou até 50%, de R$ 60 para R$ 120, por exemplo), mas o que mais escuto como resposta é “ih, é assim mesmo, olha que essas até que ainda estão baratas”. Parece que o valor de R$ 120 na inscrição da prova mais famosa do Brasil, além de puxar para cima o preço das outras, anestesiou a comunidade pedestrianista. Se fosse apenas uma natural e inevitável segmentação, dividindo o esporte em corridas “para ricos” e corridas “para pobres”, eu iria lamentar, mas até compreenderia, afinal, quase tudo na vida segue por esse caminho”. Mas mesmo as corridas mais simples e menos organizadas estão sendo engolidas pelas grandes organizações, repercutindo também em altos preços. Mais que o valor em si, a relação custo x benefício vem ficando cada vez mais proibitiva.
  
            O que fazer para não perder o gosto de correr, mesmo “sem eventos”

            Em primeiro é não deixar de correr. Parou perde-se o hábito. E foi nesta perspectiva que não só Namiuti, residente no interior de São Paulo, como diversos outros corredores, assim como assessorias encontraram nos treinos “especiais” uma maneira de incentivar os amigos que não mais participavam dos eventos. 
            Diferente, o mesmo decidiu aproveitar o momento, em que se prepara para fazer sua primeira ultramaratona para reduzir o número de participações nas provas. Sendo assim também poupando! Em 2012, Namiuti chegou a participar de 48 corridas. Desta forma a decisão para 2013 frente aos preços abusivos, foi tentar reduzir para uma prova por mês. 

“Parar de correr? Nem pensar! Ele diz que vai treinar, e treinar bastante. Nem sempre sozinho. O mesmo faz parte da equipe 100 Juízo e de um grupo de amigos corredores que topa qualquer parada. Por isso há algum tempo, eles  aproveitam os finais de semana, sem corridas agendadas para treinar coletivamente, assim como algumas assessorias também o fazem. 

E a turma do Namiuti não é pequena

         Para o mesmo, cada vez mais estes treinos tem se tornado tradição e tem suprido as lacunas do calendário que as provas tem deixado. É uma boa maneira de reunir  mais amigos e se dá  a oportunidade de conhecer lugares diferentes,  enfrentar belos desafios e  “sem boleto bancário”, faz questão de ressaltar. “Já percorremos, em dois anos seguidos, os 37 km que ligam as cidades de Taubaté a Aparecida pela Via Dutra. A “peregrinação” vai para o terceiro ano consecutivo e deve acontecer no mês de julho próximo. Não é uma maratona da fé, mas chega bem perto disso. Já corremos de madrugada, fazendo um treinão que começou à meia-noite da véspera de um feriado e seguiu noite adentro. “Simulados” nos percursos de corridas, atuais e do passado, reunindo tanta gente quanto no próprio evento; e aproveitando para arrecadar alimentos ou brinquedos para doação a entidades beneficentes. Já pegamos o dinheiro que economizamos das inscrições e fizemos piqueniques, churrascos, feijoadas completas, verdadeiras confraternizações. A cada semana inventamos um percurso novo, criatividade é o que não falta e lugares bacanas para conhecer, também. A diversão é a mesma, se não até maior. Quem precisa esvaziar os bolsos para praticar o seu esporte?

Egídio Filho corredor residente na cidade do Rio de Janeiro relembra da sua época de  mocidade, em que correr era sinônimo de liberdade. Bastava colocar o único tênis no pé e sair por aí. A descoberta pela corrida foi sozinho, no entanto depois que começou a correr em um grupo, por um convite de um colega de trabalho gostou tanto que em seis meses já estava completando a sua primeira maratona, com tempo de 3h40min. 
Lembro como hoje, naquela época ainda publicavam no antigo Jornal dos Sports. De lá para cá muita coisa mudou e hoje o que mais me entristece é o rumo que o panorama das corridas de rua têm tomado. “Na minha época correr era esporte de pobre ou de pessoas muito bem esclarecidas que tinham como referência o “Dr. Cooper”. Lembram?... Fazer um Cooper? Hoje a situação é outra. Lógico não menosprezando a tecnologia, temos tênis, relógios, meias, shorts, blusas e outros apetrechos que se você não tiver  você vira um corredor alienígena. Mas em paralelo a isso tudo veio a fábrica de corridas,  grandes organizadoras, a ganância financeira em favor dos eventos, o desrespeito aos corredores amadores que fazem o esporte por amor e conquista particular. Cobra-se muito e doa-se pouco este é o rumo que estamos caminhando. A logística das corridas tem sido sempre as mesmas, só mudam os preços cada vez mais altos. Eventos que muitas vezes deixam a desejar.  Hoje o que eu faço é treinar com amigos. Como moro no Rio de Janeiro, combinamos e fazemos belíssimos treinos na Barra da Tijuca, Floresta da Tijuca, Recreio/Grumari, Paineiras. Levamos nosso próprio lanche e isotônicos. Assim voltamos a correr pelo prazer de correr. É mais saudável, é mais gostoso, um incentivando ao outro e no final a medalha é um sorriso e o viva da nossa amizade. Hoje eu troco uma bela corrida com os amigos, a ter de pagar caro por algo que não irá me dá prazer,  frente ao custo x retribuição.
            
Antônio Colucci na mesma linha, fala que em São Paulo os treinos deram tanto sucesso que houve uma crescente adesão de amigos corredores (internautas) e até mesmo de equipes, que costumam sempre pedir novos treinos. 

Começamos a nos reunir via redes sociais e assim fomos criando treinos, em lugares diferentes do tradicional uso do Ibirapuera. “Com a equipe Good Running costumamos treinar em Aldeia da Serra, um percurso com certa dificuldade, subidas em terra e asfalto. Alguns treinos passaram a ter ingredientes a mais. 
Por exemplo com a equipe Corre Brasil ao fim dos treinos temos um café/lanche temático. E com um custo irrisório. Quem quer participar só do treino é mais que bem-vindo, quem quer participar do café temático contribui apenas com R$5,00, para ajudar nas despesas. Os temas são criados pela Walquiria, corredora e nutricionista e pelo professor Augusto.

Já aconteceram treinos e até provas comemorativas com gincana nos parques Ecológico do Tietê, no Parque do Pico do Jaraguá e o próximo está previsto para o parque do Horto Florestal. Quem não conhece São Paulo, um é no extremo leste, outro no extremo Oeste e o outro no extremo Norte. Acaba sendo uma ótima opção para conhecer novos lugares. É possível levar a família, correr, encontrar os amigos, curtir uma bela manhã de domingo e gastar muito pouco. Atualmente com a grande opção de provas e os altos preços cobrados fica difícil que todos os amigos participem da mesma corrida, assim os treinos marcados com antecedência e divulgados na rede passam a ser mais importantes que as provas, além de ser uma opção mais econômica e divertida. 


Muitos amigos virtuais passam a ser amigos reais nesses encontros. Esses treinos servem também para melhorar "fundamentos" da corrida, pois esses locais tem boas subidas que servem de cobaias para as provas mais difíceis. Todos esses treinos contam com a presença de professores, educadores físicos e também com apoios no percurso com hidratação e o que for preciso. E temos também os polêmicos treinos pela avenida Paulista e região do centro, que é uma super confraternização onde todos correm, se divertem, conhecem melhor São Paulo, mas que infelizmente foi confundido por um organizador de corridas e não pode ser nomeado. “Resumindo, correr é para deixar as pessoas felizes, realizadas, aptas para encarar o dia a dia com mais saúde e disposição. Se for possível fazer isso com amigos e gastando pouco, melhor ainda. Se os altos valores das corridas fossem justificados com uma ótima prestação de serviços ninguém teria nada a reclamar, mas infelizmente não é essa a realidade que vivemos. Para cada corredor que se sente mal tratado e decide não mais participar de determinada corrida, três novos aparecem e ficam na fila de espera”.

A tendência, seja do carioca, paulista, brasileiro corredor têm sido pesar as duas medidas e ponderar a quantidade de participações em eventos no ano. Eles estão cada vez mais seletivos em suas  participações e embora frequentando bem menos estas provas, continuam correndo e muito!! 

quarta-feira, maio 01, 2013

O que é ser BALEIAS....


A pergunta que nunca quer calar: "Por que você corre de camisa BALEIAS?" O que é ser BALEIAS? acompanhada da frase "Quando eu for a Salvador quero uma camisa BALEIAS!" - "Sei que você é gente fina e vai me dá"!

Definitivamente decidi escrever uma postagem, sobre este assunto, para não necessitar  ficar explicando, quando me deparar novamente com uma pérola destas acima, que por sinal me magoa e muito. Não a primeira (esta é tranquila), mas a  última (ao meu ver é uma tentativa de suborno). 

E trato logo de dizer: o grupo não é meu e para que meu CEO - Miguel, não fique chateado e me puxe a orelha, retifico o grupo é nosso. O BALEIAL é nosso e o tratamos com muito carinho. 

Eu e o CEO Miguel

Talvez eu escreva esta postagem não por que seja necessário apresentar quem são os BALEIAS. 



Acho que quem vive o mundo das corridas, com certeza já se deparou com algum de nós.  Mas para que compreendam a história do grupo e o que de fato é ser um BALEIA. Principalmente para que da próxima vez não faça um comentário destes: "Você vai me dá uma camisa do grupo né? Você é boazinha que eu sei!" Se não quiser ficar meu inimigo, saia de perto. Esta é a pior coisa que uma eterna e amante BALEIA pode ouvir. Respeito é bom e todos gostam.  Ser um membro do grupo literalmente não é ser uma camisa. A camisa é o de "menos".... SER ou não SER é vestir esta camisa sem estar vestida nela (deu para entender ou quer que desenhe??). É uma questão de escolha e eu penso ser uma filosofia de vida. 

Talvez muitos não compreendam este sentimento, por que nunca foram um dia e eu até entendo. Mas tentar conquistar um integrante subornando o grupo é o pior ponto de partida se você um dia quer ser. Por que neste quesito nós não falhamos, somos cúmplices uns dos outros, conquistados por um mesmo amor. O amor do BALEIAL!!!



Se eu sempre fui BALEIAS?? Não, nem sempre.... embora já tivesse sido convidada há um tempo atrás e tivesse uma amizade virtual (por troca de e-mails - e ainda sem conhecer) com o Miguel.  Mas sempre tive muito respeito ao bando e foi por isso que só decidi entrar para o mesmo no ano passado quando tive total certeza de que queria. Esta postagem deveria ter vindo justo no dia que completei um ano de grupo, mas há males que vem para o bem, e ela também chega numa boa hora. No momento em que sou acometida pela frase de cima. Não, não estou inimiga de quem me fez esta pergunta... ainda somos amigos!

Sendo assim minha história no oceano não é de longas datas, mas de muito carinho e fidelidade. 

Mas vamos lá!!! Para quem ainda quer saber o que é são os BALEIAS e nunca ouviram falar no grupo, vou falar um pouco sobre a gente e de forma bem light para que não se cansem. Vocês também poderão acompanhar a história por aqui e ainda há este vídeo de cinco minutinhos, bem bacana que conta tudinho do início (feita pela ESPN).



Os Baleias começaram a surgir  ainda em 1999 quando Miguel Delgado, "que não é descendente do Fantasma, mas se não correr muita maratona engorda, depois de umas férias em Guarapari/ES onde o inchaço de seus pés à noite se firmou como um dos principais temas durante as partidas de baralho, acabou por se render às determinações de Rogério Godinho Santiago, Baleia histórico, primo e médico, que resolveu levá-lo para caminhar todos os dias com vistas a emagrecer e, quem sabe, correr.  

Chegando perto de 110 quilos, perto, porque jamais, em tempo algum, dei à balança a chance de registrar tal descalabro (registra Miguel) iniciei as caminhadas nas quais devo ter ficado por mais ou menos três meses. Iniciadas as corridas fui aumentando a distância até correr regularmente uma hora".

Dai em diante iniciadas as corridas, o mesmo também passou a participar de alguns eventos, emagreceu 16 quilos e mais adiante através de incentivos também criou o grupo(no vídeo  acima explica direitinho isso).

O por que chamar o grupo de BALEIAS? Justamente pelo "bullyng" sofrido na rua, nos momentos de corrida. Como na época era gordo, não era incomum ouvir pessoas desmerecendo das suas passadas e o convidando  a voltar para casa ou a tomar um chope. 
Ahh lembrando: Somos um grupo e não uma assessoria!

O motivo para as camisas serem LARANJAS também há, mas prefiro que vejam no vídeo. 

E SER BALEIAS!!!?? A pergunta ainda é esta ou já entendeu qual a magia??



Bem eu gosto muito desta citação, acho que ela expressa bem o que somos - acho que veio de alguém do grupo (me relembrem aí meu povo)

"Onde quem não gosta de muita mania ou se gosta não as tem como bandeira, sabe o valor de um desafio, sorri com facilidade, preza uma amizade como um tesouro, gosta muito de correr e tem orgulho do Manto Coral, se encontra!!" ♥

Ser BALEIAS é maravilhoso e eu só digo uma coisa... "Que posso fazer?" Se eu amo ser BALEIAS!!

E digo algo mais "Em qualquer corrida onde encontrar um corredor ou corredora Baleias aproxime-se, alí está um amigo ou uma amiga onde a satisfação pelos kms percorridos é o que nos une!"