segunda-feira, dezembro 31, 2012

Último pedal do ano, com direito a banho de mar no Porto da Barra


"Adeus, ano velho!
Feliz ano novo!
Que tudo se realize
No ano que vai nascer!
Muito dinheiro no bolso,
Saúde pra dar e vender!"

Apesar deste ser o último dia do ano, ainda  assim não estávamos satisfeitos em acabar por aí. Tantos pedais foram realizados tendo como título último pedal do ano, foi último pedal Roda Presa, último pedal da Pipa..., mas de fato último mesmo só hoje. 

Pedalar até o Porto da Barra e  brindar com um banho de mar era imprescindível para o ano acabar bem. Por que na Bahia findar o ano sem um banho de "sal grosso" diga se de passagem pode dá azar. Não podíamos fazer diferente e assim foi para alguns...!!! huuu... Para a gente!

Acordei um "tantão" atrasada. Não sei o que houve, mas quando acordei meu celular estava no chão e acordar no horário que é bom NADA. Olhei o horário - 6:55. Havia marcado com a turma às 7h, em 5' só dava tempo de descer e chegar no Português. Imediatamente liguei e os mesmos disseram que me esperavam. 30 minutos e eu já estava no Português. 

Agradeço a todos que me aguardaram, hoje o pedal foi muito bom. O pedal de hoje foi daqueles em que curtimos a brisa, o mar e não precisamos nos preocupamos com trânsito, já que este estava bastante tranquilo.

Éramos 8 pessoas - eu, Renato, Madalena, Joseane, Conceição, Kaco, Nina e Simões. Eu saí do Português da Pituba, eles do Habib's, Pituba também. Destes  em direção ao Porto da Barra. 

Então o percurso foi assim: Pituba, Amaralina, Rio Vermelho, Ondina, Farol da Barra. 

Paradinha no Farol e fotografias, é claro 
Baiana, Simões (atrás), Conceição, Jose, eu, Mada, Kaco e Nina

Nina, Mada, eu na frente, Simões atrás, Conceição, Jose e Renato

Pós fotinhas, hora de ir para o Porto tomar banho de mar. Aproveitamos que ainda estava vazio e pegamos um bom lugar. Estratégia boa!!


E vamos ao banho??? Ohhh coisa gostosa!! Lavei a alma...




Pronto 2013 pode chegar com tudo!!!!

Que venha recheado de coisas boas!!!

Um Feliz Ano Novo a todos. Que em 2013 não nos falte saúde, por que o resto corremos atrás. Que o esporte esteja cada vez mais presente em nossas vidas. Diferente de outros anos, em que criei metas para as corridas, a única coisa que quero é continuar pedalando, muito, com esta turma maravilhosa que tive o prazer de conhecer em 2012.  E com certeza continuar correndo MUITO com minha equipe maravilhosa BALEIAS. Tenho certeza que com a maratona chegando em Salvador, em 2013 teremos muitos BALEIAS por aqui. Não vejo a hora de receber um montão de BALEIAS aqui em Salvador.

Sendo assim: um FELIZ ANO NOVO que tudo se realize no ano que vai nascer!!!
Um forte abraço a todos e um 2013 espetacular!! 

quarta-feira, dezembro 26, 2012

Pedal Sagrado em excelente companhia - Agradecimento ao Nosso Senhor do Bonfim feito!!!! Por que mereço SER FELIZ....


Depois de assistir algumas intercorrências a respeito da Corrida Sagrada, a ser realizada em janeiro em Salvador. Nas quais muito me desapontaram, e por não saber se vamos conseguir vagas depois deste feito, tratei foi de me adiantar de cumprir minha promessa com Senhor do Bonfim. Me juntei com outros amigos para diferente de completar a Corrida Sagrada, fazer o "Pedal Sagrado". 

O convite para este pedal veio do Andre ontem mesmo e na sede que estou para pedalar não pude recusar.  Tem de aproveitar enquanto estou sem aulas, dia 3 de janeiro já voltamos. Sem falar que pedalar até a  Igreja do Bonfim sempre foi meu pedal preferido. Aproveitei e antecipei meu agradecimento ao Senhor do Bonfim por este ano maravilhoso. E para agradecer a este, tem de ir lá....ahhh tem!!!

Sempre muito bem acompanhada, o pedal foi maravilhoso. Melhor impossível!! Todos combinados para se encontrar no Largo da Mariquita às 7h. Eu, Renato, Otávio e Conceição marcamos de sair às 6:30 do antigo clube Português (na Pituba). Com um certo atraso saímos por volta das 6:45 deste ponto. Mas chegamos há tempo no Largo. Lá nos juntamos com mais três - a Carla, o André e o Mestre Jaime Queiroz. 

Do largo da Mariquita, saímos em direção ao nosso primeiro ponto de parada. Sem dúvidas este teria de ser o monumento um pouco mais a frente de onde saímos. Inaugurado há dias atrás fomos fotografar no mais novo monumento da cidade. Esculpido por Tatti Moreno este homenageia o centenário de Jorge Amado.




De cima para baixo -  Mestre Jaime, Renato, Otávio e Conceição. Ao lado de Jorge Amado - Carla, do lado de Zélia - Andre, embaixo - eu 

Do Rio Vermelho nossa próxima parada foi na Igreja da Conceição da Praia. O trânsito estava um pouco mais tranquilo que em dias normais e graças a companhia dos meninos, com seus apitos, ficava mais fácil percorrer pela cidade. Claro, sempre não tentando deixar brecha para carros. Seguimos em fila indiana e seguindo a regra do Renato Salles sempre no máximo deixando espaço de uma bike e meia. 

O ritmo foi muito bom. Mais rápido do que o que costumamos fazer quando saímos com grupos maiores. Pegamos Garibaldi, Vale do Canela, Contorno. Hummmm... e aquela descida gostosa da Contorna. Cabelos ao vento e sentindo completamente livre, livre para "voar" na minha bike. Coisa boa!!!! E assistindo a beleza da Baía de Todos os Santos. Ohhh BAHIA!! Que eu amo!

Parada  na Igreja da Conceição da Praia. Local este por sinal onde marca a largada da Corrida Sagrada.  Já estava contente, iríamos percorrer ali o mesmo percurso da corrida. Nem sinto mais esta dorzinha no peito. Agora tanto faz correr ou não. Odeio ser injustiçada e ver coisas erradas ocorrendo.... que me venham as FLORES!!! Me contem coisas BOAS!!!....por que o Brasil já tá cheio de corrupção e cada um querendo ser melhor do que o outro, passar pela "fila do jeitinho brasileiro". Que vergonha!!!


Parada na Igreja da Conceição da Praia

Avante com coisas boas, seguimos para a Sorveteria da Ribeira por que pedal para cidade baixa sem passar na sorveteria não existe. Que sorvete!!!!




Tomamos sorvete, chupamos picolé, rimos e seguimos em direção a nosso objetivo principal - Igreja do Bonfim. E claro o que a turma não esperava era que eu estivesse levando fitinhas do Senhor do Bonfim para todos. Claro por que estar na Igreja não agradecer e fazer novos pedidos não existe. Eu levei varias fitinhas, mas amarrei uma para cada pessoa. Uma para mim no qual em meus pedidos inseri meus amigos e Amigos de bike, outra para meu amor (no qual também fiz pedidos por ele - mesmo sem saber quais) e mais uma que amarrei em homenagem e em favor da minha equipe de corridas BALEIAS.

Amarrando a fitinha dos BALEIAS (laranja também).

A turma na Igreja do Bonfim

Da Igreja do Bonfim descidinha para Ponta de Humaitá. Farol lindo. E a vontade da gente de tomar um banho de mar. O dia tava lindo!!!


De Humaitá seguimos pelo Comércio, Contorno e subimos em direção Dois de Julho para cortar o restinho da ladeira da Contorno. Próxima parada foi no Farol da Barra com direito a uma água de coco.

Eu, Carla e Mestre Jaime

Daí nossa última parada seria em casa mesmo...rsss! Mas paramos para nos despedir de Andre no Rio Vermelho, e também para ver um carro que se acidentou este fim de semana e virou atração turística - já que ainda não tiraram do lugar e todos param para ver.

Pedal muitoooo bom!!! Valeu a pena!!

Finalizei com 50km em 3horas, velocidade média de 16.5km

Percurso: #50km de pedal - Pituba, Largo da Mariquita ( Rio Vermelho) , Garibaldi, Vale do Canela, Contorno, Comércio, Calçada, ribeira(Sorveteria da Ribeira), Bonfim, Farol de Humaitá, Boa viagem, Calçada, comércio, Contorno, Largo Dois de Julho, Campo Grande, Vitoria, Ladeira da barra, Ondina e Rio Vermelho.

FELIZ ANO NOVO galera!!............Tudo de maravilhoso para todos!!....


domingo, dezembro 16, 2012

Circuito das Estações / Verão Salvador

Pera aê produção tava quente demais... #calordosdiachos


Etaaaaa lelê.... que calor dos diachos esta fazendo em Salvador. Afff maria... com esta temperatura, ontem a tarde eu ainda pensava corro 5km ou 10km? Resisti e não querendo fazer forçar para velocidade acabei indo para os 10km. 


Até que não me decepcionei tanto. Mas não posso negar, fez calor demais. O que salvou foram os posto de hidratação.

Pela primeira vez minha irmã participou de uma corrida e que bom que gostou. Conseguiu completar, apesar de não ter treinado na rua....rssss. Outra alegria foi Lucas ter participado. Como eu sempre deixo claro, adoro quando ele me acompanha. Segundo um amigão nosso, que não compareceu "O mundo realmente vai se acabar com Pat e Lucas correndo". Junto com a gente foi também Ricardo (amigo de Pat), Jane, Leandro e Leonardo.



Minha irmã, eu e Lucas

Nesta etapa a água tava geladinha e diferente das garrafinhas utilizaram copinhos, o que acho muito válido pois economiza água que nem é toda utilizada e já vai para o lixo. Neste período de calor, apesar da hidratação ter sido bem feita, eu ainda sinto falta de um posto lá perto do km 6 onde fazemos a curva  dos 10km (na Boca do Rio). Depois daquele último posto nos 5km, demora muito até encontrarmos outro. Só um ponto que pode ajudar e muito os corredores caso coloquem água ali.

Não avistei ninguém passando mal nesta corrida apesar de ter sido tão quente. Diferente de outras Adidas de anos passados. Sem muitos problemas, durante o percurso, que não fosse ter de ultrapassar o povão até o km 3 onde atrapalhou muito meu desempenho,  tudo ocorreu bem. Mas penso que as pessoas deveriam respeitar mais seus tempos de conclusão. Por que por exemplo alguns, como eu, tiveram de subir no meio fio para correr sem ser atrapalhado. Era engarrafamento de gente e já antes mesmo do 1km tinha gente caminhando. Imaginem?? como sempre comento aqui, dou maior apoio a pessoa que quer começar a correr. Assim como dei a minha irmã. Mas penso que as pessoas devem saber qual seu tempo e respeitá-lo saindo no seu ponto correto para não atrapalhar outros corredores. E até mesmo evitar acidentes, como o fato de tropeçar ou fazer algum corredor derrubá-lo.

Consegui conclui a prova em 1:00:51. Fiquei em 4° lugar na minha categoria - de 10 meninas e 40° colocada do geral feminino. Valeu a pena!!! mesmo sofrendo com o asfalto quente.


Assim como em outras corridas pude reencontrar alguns amigos corredores. Apesar de chato, hoje era um dia "especial" para Cris Herbele. Especial entre aspas. Além de última corrida do ano de 2012, ela estava se despedindo da turma pois irá se mudar de Salvador. Cris desejo que assim como aqui, você seja muito feliz em sua nova moradia. Te aguardamos  em Salvador. Quando quiser vir correr aqui basta avisar, estaremos de portas abertas.

Marcelo, Lucas, eu, Cris, Luciana e Ivone

Gosto desta última corrida do ano por que acaba sendo um momento de confraternização de grupos de corrida. E assim mais um ano se foi. Muito bom!! Foram 15 corridas.

#circuitodasestacoes #adidascorrida

quinta-feira, dezembro 13, 2012

XIV Volta da Pampulha + Festão de 10 ANOS de BALEIAS

Por Majo

Quando comecei minhas caminhadas pela orla de Salvador, depois alternando para a corrida, eu jamais cogitava que seria tão FELIZ correndo. No entanto a corrida foi modificando minha VIDA de uma forma, que hoje eu já não consigo me imaginar sem ela. Ela não só mudou meu estilo de vida, como me fez conhecer pessoas maravilhosas, que eu confesso que quero sempre fazer parte da vida delas e quero que elas façam parte da minha. Estas pessoas são os grandes amigos BALEIAS. Pessoas que antes eu só conhecia pela internet através de blogues, outros pelo facebook (sim pelo facebook); Mas que quando os encontro parece que já somos amigos há anos. São amigos, são irmãos... é minha grande FAMÍLIA oriundos das mais diversas regiões.


Paraná, Minas Gerais, Sergipe e Bahia

Eu sempre comento que as pessoas jamais terão noção do que é ser BALEIAS. Somente quem vive e quem é BALEIAS sente a dimensão do SER Baleias. A noção de união deste grupo, e de integração entre todos. Viver e ser BALEIAS vai além da simples corrida. Por que diferente, além da corrida fazer parte da nossa vida, sabemos aproveitar cada momento juntos, antes e pós corrida. Correr também é importante, mas a corrida ao lado dos BALEIAS.... passa muito rápido. Acredito que é por isso que grande parte do grupo já seja ultramaratonista.

Tudo bem! Declarado o meu amor pelos BALEIAS, que por muitas e muitas postagens vocês irão ler aqui, vamos ao fim de semana e a XIV Volta da Pampulha. 

Na verdade esta não era uma corrida que estava em meus planos.... ela passou a fazer parte do meu calendário há umas três semanas atrás por conta de um presente maravilhoso que ganhei. FOI sim. Agraciada por um presente destes a corrida Pampulha passou a fazer parte dos meus planos e sendo assim na quinta feira eu já estava embarcando para Belo Horizonte. Nem preciso dizer o quanto eu AMO correr em Belo Horizonte por que muitos já leram isso aqui e sabem. Seja Belo Horizonte, Rio de Janeiro, todo mundo sabe que gosto de correr nestas cidades. Mas Belo Horizonte tem seu diferencial, além de ser sede BALEIAS.

Viagem sozinha ( sem meu amor), desembarquei no dia 06 de dezembro às 18:17. Sem grandes problemas ( tô ficando craque nisso), por que afinal já me sinto em casa. Peguei o ônibus conexão Unir e desci na Álvares Cabral na qual já estava certo da Dani e o Ismael me pegarem. E quem disse que ficaríamos em casa?? Por sinal muito bem alocada, muito bem recepcionada na casa deles, na qual agradeço bastante a hospitalidade.  

Obrigada Dani e Ismael. 

Mesmo sendo quinta-feira só troquei de roupa e já saímos para a Cantina do Lucas com alguns Baleias que já se encontravam em Belo Horizonte. A farra já começou neste dia....

Sempre muito bem acompanhada. Pela foto percebe-se que viramos o dia....rsss
Eu, Wu, Fabrício, Miguel, Ismael e Dani

Jantar mineiro muito gostoso na Cantina do Lucas, voltamos para casa um tanto tarde. Mas eu estava amando. Tem como não amar??  Chegamos em casa quase que 3 da manhã. Isso por que o Ismael, com toda boa vontade, parou na Praça da Liberdade para me mostrar o quanto estava linda esta, com enfeites de Natal. Tiramos algumas fotos e seguimos para casa. 

Eu e Dani

Dia seguinte, como era sexta-feira não quis atrapalhar ninguém, eles saíram para trabalhar pela manhã e eu fui passear pela cidade. Já estou craque nisso também e caminho bem por BH. Mais a tardinha fomos buscar nossos kits da corrida. Afinal seguindo a dica da Yescom, para quem era de BH, por que não pegar o kit mais cedo? Evitando tumultos no dia seguinte.

Por lá encontrei  o pessoal da Contra Relógio (eleita melhor revista de corridas do Brasil) e finalmente o fotográfo Tião.
Eu e o Tião

Sexta-feira a noite mais uma vez um jantarzinho Baleias com mais uma parte da galera BALEIAS que já se encontrava na cidade e que chegou neste dia. Neste dia no restaurante Boi na Chapa.



Não satisfeitos, pós  fechamento do Boi na Chapa que não suportou o pique dos Baleias fomos a procura de outro barzinho. Chegamos em casa ainda mais tarde que no dia anterior.... E eu amando, afinal o bom mesmo é aproveitar cada momento ao lado de todos. Deixa para dormir em casa. SER BALEIAS é saber se divertir mesmo as vésperas das corridas. Claro sem bebidas alcoólicas no dia anterior a corrida. Como não bebo álcool não tenho problemas. 

Então, eis que chega o grande dia. O sábado, o  dia do jantar BALEIAS completíssimo com toda a turma que iria correr. As vésperas da corrida fechamos o restaurante Las Lenas e claro o BANDO BALEIAS estava lá... Senti falta de alguns que eu queria muito que tivessem ido a exemplo a Elis, o Dundes, a Marines e a Marayse que eu esperava conhecer na Pampulha, já que no Rio não conseguimos nos encontrar. Mas infelizmente nem sempre dá para todos irem e sei que teremos muitas oportunidades.

Pude conhecer muitos Baleias que ainda não conhecia. O que me deixou ainda mais feliz. 




Neste dia não prolongamos muito e fomos embora cedo para casa. Pena que eu não estava tão bem. Senti dor de cabeça e não conseguia dormir, tive insônia. Segundo Dani esta insônia era ansiedade pela foto BALEIAS do dia seguinte. 

No domingo acordei com a cara inchada de sono e com o corpo meio esquisito. Aliás  não acordei. Me acordaram... bem atrasada com relação ao horário combinado. Mas como me arrumo rápido foi tranquilo. Acho que dormir só 3h ou 4h... e até fiquei preocupada se concluiria o percurso bem, pois estava com os nervos em alerta. Sabe quando você não dorme e seu corpo fica esquisito? Mas eu estava bem acompanhada e o bando me levava!!!.... nem dei bola a inquietação do corpo e fui me embora.

Chegamos cedo no Mineirão, afinal a foto do blog estava marcada para as 7:15 e todos pontualmente estavam por lá.

Antes mesmo da corrida pude encontrar algumas pessoas de Salvador, tirar algumas fotinhas e ao longo da corrida pessoas que só conhecia por blogues e face - exemplos o Paulo Roberto e a Cheng, sem contar alguns amigos da Mediarun.


Mais fotos, agora com BALEIAS

Larguei a corrida com 13 minutos depois da largada, quase que igual ao Rio de Janeiro. Larguei bem no final, mas não estava nem um pouco preocupada. Havia gente pra caramba e mesmo lá no fundão era cheio demais. A todo momento você ultrapassava alguém o que me deu um gás a mais. Ter a sensação de passar de alguém era sempre bom.  Adoro correr assim, por que você sempre esta com pessoas do seu lado, o que acaba dando um pique a mais. No entanto por outro lado também dificulta ultrapassagens.

Eu não estava nem aí... fui para me divertir e não tinha feito treinos específicos, por não saber que iria. Mas gostei muito do meu resultado. Larguei junto com os Baleias. Por alguns quilômetros corri junto com o Pedro, no entanto mais adiante fui soltando as pernas e me distanciei, tentando acompanhar o Maia. Ainda fiz uma paradinha (pit stop) e retornei a corrida. Fora o isotônico que também me atrasou por ter de esperar o copinho.

Comparado ao clima de Salvador, eu gostei muito da temperatura da corrida em Belo Horizonte. Nem senti calor, mas parei em todas as mangueiras dos moradores, que agitavam a corrida, para me molhar. Achei que a Yescom pecou na primeira hidratação. Infelizmente a primeira hidratação demorou a chegar. Só consegui pegar a primeira água no 5km onde havia um posto de hidratação. Mais adiante encontramos posto com facilidade no entanto com água quente. Não me incomodo com a água natural por que acho que é melhor, no caso para nos molharmos. 



Senti falta no meio do percurso daquela animação encontrada na maratona do Rio, acho que estou ficando mal acostumada.  Haviam poucos moradores vibrando, não sei se foi por que eu estava no final e eles haviam cansado, aliás até aí já havia ultrapassado muitos. Mas senti falta da música. Só encontrei uns 5 rapazes fazendo um sambinha. Acho que a organizadora poderia investir neste sentido ou até mesmo  os patrocinadores.

Como a animação vem de dentro da gente,  isso não afetou tanto e quanto mais próximo íamos chegando do pórtico aumentava a multidão. Encontrei alguns amigos e fotógrafos que gritavam meu nome e me deram aquele incentivo a mais. Incentivo este que me fez chegar com 1h58min, mesmo parando, mas do qual em meu garmim foi registrado 19km. 


Fiquei em 58 lugar de 244 meninas da minha faixa etária. E do geral de 2004 fiquei em 469.

Clique na imagem para visualizar maior.

Gosto muito de correr na Pampulha. Mas aquela subidinha no final com certeza me quebrou. Tive de subir caminhando um pedaço. Mas e daí??? conclui com SORRISÃO nos lábios.

Pós corrida foi momento de comemorar 10 ANOS de BALEIAS, não que já não estivéssemos comemorando na pista e nos dias anteriores.  Aliás comemoramos a todo tempo. Mas foi momento de nos reunirmos na casa de campo do Rogério (Baleias) e curtir o nosso churrasco especial. Com direito a uma torta linda BALEIAS com recheio laranja.

Quem fez muito sucesso foi o bolo


 Foi uma tarde maravilhosa, que se prolongou a noite. Alguns foram saindo mais cedo... no entanto eu fiquei até o finalzinho, aproveitei cada momento... E sai com o lixo....rsss!! Retornei e fui entregue em casa com o taxista Baleias. Foi maravilhoso!!!!

Não posso dizer que não tive um final de semana gostoso. Foi perfeito. Aproveitando a brecha que Miguel disse que se sente imperador ao nosso lado, eu posso dizer que tive um fim de semana de princesa.... aliás bem melhor que fim de semana de princesa. As princesas não se divertem, e eu diferente me diverti demais. Estar com os BALEIAS é o mesmo que me sentir em casa, estar em família. Me sinto em família. Tenho sangue coralino. Os BALEIAS se tornaram minha família. São amigos que conquistei, que me conquistaram e que jamais quero perdê-los de vista.

Esta turma me conquistou e cada prova junto com ela tenho ainda mais certeza que estou no grupo certo.
"Aqueles que não gostam de muita mania ou se gostam não as têm como bandeira, sabem o valor de um desafio, sorriem com facilidade, prezam uma amizade como um tesouro, gostam muito de correr e têm orgulho do Manto Coral..."

sábado, dezembro 01, 2012

De bike para o trabalho!!! É POSSÍVEL em Salvador




Para quem acompanha este blog há algum tempo, já deve ter percebido que após a aquisição da bike tenho participado e me interessado bastante sobre temas referentes ao ciclismo. Não é para menos que estou tentando deixar alguns domingos vagos para pedalar. Quando não, durante a semana é muito difícil pedalar em Salvador sozinha, principalmente pela falta de ciclovias. Infelizmente nossa cidade, embora atraia muitos turistas, no quesito esporte deixa muito a desejar. Também por este motivo que admiro muito aqueles que circulam “sozinho” por Salvador de bicicleta e fazem deste seu meio de transporte utilizando não só para o lazer como para ir ao trabalho.

Há algum tempo conheci o Jomar Souza (via facebook) e acompanhando suas conversas pela rede social descobri que o mesmo, apesar de ocupar uma profissão tradicional e almejada por muitos (a medicina), não se sente intimidado pela sociedade por ter trocado o carro pela bicicleta.

Isso mesmo! Jomar Souza de 42 anos, médico especialista em medicina do exercício e do esporte trocou o luxo de um carro, com ar condicionado, pela bike e se tornou um ciclista urbano. Olha que quem mora em Salvador sabe bem da dificuldade que estou falando em pedalar por onde não tem ciclovia. Mas ele apesar de nem sempre pegar estes trechos explica melhor os motivos desta troca....

Jomar Souza - médico e ciclista urbano

“Vinha há algum tempo cansado dos engarrafamentos em Salvador. O desgaste físico e mental além do tempo perdido me fizeram pensar em alguma alternativa. Muitas vezes acabava os atendimentos no consultório e ficava mais uma hora, pelo menos, esperando diminuir um pouco o fluxo de veículos. Me perguntava o por quê daquele absurdo, de muitas vezes levar 40 minutos para percorrer cerca de 3Km, distância da clínica para minha casa.

Então, em dezembro de 2011 meu filho ganhou uma bicicleta de um amigo dele. Já não lhe servia mais, pois o garoto havia ficado muito alto para o tamanho da bike. Peguei a bicicleta e junto com meu filho a levamos numa oficina perto de casa. Ficou linda e pensei que precisava acompanhar ele nos passeios. Foi assim que entrei numa loja de artigos esportivos e comprei minha bicicleta. Não procurava nada caro nem com tecnologia de ponta. Precisava apenas de uma bike robusta e que tivesse marchas pois já surgia em minha mente a ideia de me locomover por Salvador sobre duas rodas.

Comprada a bicicleta veio aquele medo natural. “E agora, boto a bike na rua ou não?”. Passei então a procurar sites sobre o assunto na internet. Encontrei vários com dicas importantes e vídeos mostrando como se comportar pedalando no trânsito. Num sábado pela manhã resolvi fazer o trajeto casa – consultório – casa. Tremia mais que vara verde cada vez que um carro ou ônibus passava ao meu lado. Vários anos sem andar de bicicleta também ajudaram a aumentar esta insegurança inicial. Um amigo, que além de mergulhador também pedala, me passou informações valiosas, como procurar vias alternativas para trafegar o mínimo possível pelas grandes avenidas. E assim fui, pedalando e me tornando mais confiante, prestando muita atenção para não me tornar super-confiante que é a receita certa para o desastre. É quando nos sentimos inatingíveis e indestrutíveis que deixamos de tomar os cuidados básicos.  

Inicialmente minha esposa e filho não acreditaram quando me viram sair de bike num dia útil para ir ao consultório. Roupa de trabalho na mochila, “paramentado” de ciclista, cheguei à clínica e os olhares incrédulos foram inevitáveis! De repente veio aquela sensação de “dar o exemplo”! Choveram perguntas. “O senhor veio de bicicleta?”, “Não é perigoso?”, “Mas pra voltar à noite pra casa, como faz?”. Foi uma enxurrada de questionamentos e opiniões; expressões de admiração e medo; advertências; etc. Nesse meio tempo recebi a desaprovação do meu pai. Sim, aquele homem 30 anos mais experiente que eu, cativado pela “cultura do automóvel” mas antes de tudo um pai zeloso e preocupado com a integridade física do filho ao se aventurar pelo trânsito caótico de Salvador. Tive a impressão de que muitas pessoas pensaram que logo eu desistiria. Talvez pelo meu temperamento conservador, pouco afeito a mudanças. Talvez pelo meu porte físico, muito franzino desde a adolescência. Talvez até pela minha idade e meus cabelos brancos, não sei. Mas insisti e a família e os amigos viram que eu não me entregaria facilmente. Já tinha ouvido muitas vozes incrédulas quando fiz outras coisas que consideravam “impossíveis” para eu realizar como quando me tornei um divemaster ou guia de mergulho tendo de me submeter a um treinamento específico e testes de aptidão física além de simular o resgate na água de mergulhadores muito maiores que eu para receber minha credencial.

Pedalar por Salvador é fácil? Definitivamente não. Ruas esburacadas e mal iluminadas além de motoristas não acostumados a dividir “sua pista” com outros veículos, principalmente os mais lentos. Mas o que tenho observado é que, ao perceber o ciclista cumprindo as regras de trânsito, se tornando visível, sinalizando suas intenções e ocupando uma parte da faixa de rolamento ao invés de circular colado ao meio-fio, os motoristas no geral tomam cuidado conosco.

A bicicleta me deu a liberdade de controlar meu horário, de saber com uma precisão quase britânica quanto tempo eu levo para me deslocar do ponto A ao ponto B. De não depender dos “humores” do trânsito. De testemunhar reações engraçadas como a de uma recepcionista no Centro de Convenções da Bahia quando cheguei de bicicleta para fazer uma palestra num congresso e ela me perguntou “o senhor é palestrante?” e logo depois me viu sair do banheiro de terno e gravata com o capacete na mão! E além disso tudo, de ter a sensação de efetivamente estar fazendo algo para reduzir o engarrafamento e a poluição na nossa cidade. Hoje em dia me sinto um motorista melhor. Presto mais atenção aos veículos menores que o meu e nos pedestres. Mantenho uma distância segura do meio-fio para permitir a passagem de ciclistas mesmo quando eu esteja parado num engarrafamento no único dia da semana em que uso carro porque minha esposa não permitiu que eu circulasse pela Av. Paralela de bike. Gostaria muito de ver uma ciclovia naquele canteiro central, desde a Av. Tancredo Neves até o aeroporto.

Tenho certeza de que não estou sozinho. Cada vez mais pessoas estão se transportando de bike, não por falta de opção, mas por convicção. Convicção de que é possível deixar o carro em casa. De que precisamos de uma cidade mais saudável. De que as ruas devem ser compartilhadas. De que existem pessoas de bem atrás dos volantes e que respeitam os ciclistas. De que muitos de nós ciclistas urbanos precisamos respeitar as regras de trânsito ao invés de só exigir respeito. Utópico imaginar que a maioria dos motoristas deixarão seus carros nas garagens para circular de bike. Não tenho este pretensão. Procuro apenas mostrar que é possível.

Não sou nenhum ativista de movimentos ecológicos ou do uso da bicicleta. Sou médico. Sou pai de família. Sou motorista. Sou ciclista urbano”.