segunda-feira, março 26, 2007



Inclusão Digital

Na aula de hoje discutimos Inclusão Digital, Software livre e o texto
Estamos vivendo em uma sociedade em que as tecnologias estão bastante presente e quando não se tem existe toda uma briga para que se tenha. Uma das questões chave é ter tecnologia, tudo esta ligado e gira em torno da conectividade. Conceitos chave como informação, conhecimento que pode ou não ser produzido através dessa informação e processos de aprendizagem, que estão ligados támbem a inclusão digital.
Nesse contexto se destacam diversas ações deinclusão digital ( Tabuleiro Digital, telecentros, infocentros...) . Mas o que é Inclusão digital e alfabetização digital?
O termo Alfabetização digital, surgiu no Brasil, em 2000 com o Livro Verde. No Livro Verde fala que a população brasileira precisava se inserir, com o uso das tecnologias, era necessário "letramento"... letramento esse que era hierarquizado, para a grande massa da população so era preciso usar, não precisava aprender, enquanto para os pós graduandos, esses precisavam conhecer, produzir e entender. Em contraponto se fala em inclusão.
Alfabetização seria a sistematização de um código; na área das letras, letramento seria compreensão da leitura e escrita, diferente de alfabetização digital que são habilidades técnicas de manuseio de máquinas digitais. Alfabetização digital seria o sujeito ter o mínimo de noção para operar com as máquinas. Ou seja quem soubesse mexer com a máquina seria um alfabetizado, mas será que isso é inclusão digital?
Inclusão é um conceito, noção ou discurso?
Inclusão nada mais é do que um belo discurso exacerbado de um modelo hegemônico dessa sociedade capitalista, que faz com que todos os sujeitos se adequem a sua imagem, a inclusão é um processo de adequação subordinada, por que não se tem outra possibilidade de mexer no "eu", apenas se adequar. Como nem todos conseguem se adequar, estes são os excluídos. O processo é excludente. Não existe lugar para aquele subordinado, que pensa diferente da lógica. Estamos vivendo nada mais que o processo de exclusão. Por isso criamos sub categorias - exclusão social, exclusão digital, exclusão socio-digital e ai se vai. Estamos em uma zona de turbulência em que tudo serve, tudo vale.... uso de tecnologia, treinamento...adequação subordinada ao sujeito hegemônico...que no final não chegamos a lugar algum...
Se os sujeitos não fizerem força frente ao capitalismo não superaremos esse modelo, é necessário que se forme grupos sociais e comunidades- que podem ser via internet. Dessa articulação em rede surge a inteligência coletiva, a troca de conhecimento com os outros sujeitos. Temos que pensar em trabalho coletivo e colaborativo. Fazer com que aquele sujeito excluido se sinta capaz de fazer algo, e que se junte com outros sujeitos. Se mobilizarmos a sociedade em comunidades de aprendizagem, conseguiremos promover uma dinâmica diferente e capaz de cortar aquele modelo que exclui as pessoas...provocar a transformaçao da sociedade.


7 comentários:

Gabriela Nardy disse...

Olá,

Sou editora do Jornal de Debates (www.jornaldedebates.com.br), um jornal colaborativo na internet que toda semana propõe debates sobre temas da atualidade. Essa semana um dos temas é "Ter computador é suficiente para a inclusão digital?", e gostaria de pedir um artigo seu sobre o assunto.


Grata
Gabriela Nardy
Editora - Jornal de Debates
gabriela@jornaldedebates.com.br

Gel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Gel disse...

Dart,sua reflexão sobre inclusão digital foi muito rica. Diante de uma sociedade em que só se fala em tecnologia, torna-se cada vez mais necessário pensar em como ela pode ser utilizada da melhor forma possível,oportunizando a participação, a autonomia, evitando que essa seja mais uma forma de segregação.

BlancaBlanco disse...

olá Dart. De nuevo visitando tu blog! Disculpas mil por no poder escribirte en portugues. Me encantó el desarrollo de tu punto de vista acerca de la inclusión digital.....pero antes aún de polemizar acerca del acceso a los recursos, de la masificación y democratización de las nuevas tecnologías, aún hay cosas "fundamentales" que no han sido resueltas. Mucha gente en mi país (Venezuela), aún no sabe leer y/o escribir, o si lo hacen no tienen el hábito de hacerlo y el acceso a la tecnología pasa por el dominio de la lectura y la escritura. En muchas bibliotecas hay acceso gratuito y/o muy barato a la internet, pero cuántos son los que se acercan a las bibliotecas?. Quizá la realidad de Brasil sea diferente, quizá la tecnología (desde los sms de los celulares, en adelante) motiven a que todos aprendan porque si no serán -estarán- excluidos. Pero por ahora hay muchos cabos sueltos, de cosas medulares que deben ser resueltas si de verdad queremos hablar de libertades de acceso a la tecnología. Al menos es esa mi opinión. Saludos

Fabricio A Santana disse...

Bom texto Dart, lembrei que tenho q ler o "Livro Verde", baixei ele da net, mas ainda não tive tempo. Vou tentar durmir menos uma hora por dia. mas, estes temas tocado ai temos que tah todos os dias atenados neles. Ah sim, kd o link pra meu blog em sua página?? Haiai viu?!?! Tem como ver a quantidade de acesso? rssss...boas anotações, até dona Dart Vade!!! Continue jogando duro...felicidades!!!

Tiago Figueiredo disse...

Fala Dart,


Adorei sua explanação sobre inclusão digital. Incluir como colocou Bonilla, em sala, é uma imposição dos grupos hegemônicos que não querem a mudança na ordem social e maqueiam as possibilidades de ação da sociedade, com discursos falaciosos de qualificação (adaptação), a organização existente.

Anônimo disse...

Obrigado por intiresnuyu iformatsiyu